Dedos, alguma cleptomania, que


Dedos, alguma cleptomania, que
Ganho a sua cor. Eu, meu ar é seu, num
Vôo, mais em nossas almas, era apenas
Era. Primavera paralela a
Que aquarelas quedam. Ouvidos? Se
Eu mergulhasse na branca fé, mas
Se sou um eu, logo uma vaga se
Aproxima levemente. O Amor é
Sempre amor para o doce amar e sem
O Ódio que eles não precisam, porque
Não tem valor de me abandonar, mas
Seu pulsar é o seu silêncio. Momento,
Onde anda tão pequeno que logo
Vê que é cor, tons fáceis como se fosse
De terra e de um primo-apelo que irá
Depor toda herança ainda deixada.

Atirada aos muros do mundo, aos
Murros. Montanhas são máximas dos
Meus pensamentos. Cor que muda ou
Que imagina, logo resta-nos os
Dedos, alguma cleptomania, que

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4 Comentários em “Dedos, alguma cleptomania, que”

  1. Fabio R. Says:

    Vou dar minhas impressões de leitor, mas não é nada pra ser seguido a risca.

    Na minha leitura ficam meio que “sem função”
    …. “logo resta-nos os/Dedos, alguma cleptomania, que”
    não acrescentaram algo significativo.

    Sei que fica mais “fechado” o texto se ele terminar em
    … “Cor que muda ou Que imagina” mais “soa melhor na minha mente”

    pode-se criar um contraponto também assim:

    …logo resta-nos,os anéis … ou algo que sirva de de antístese a palavra cleptomania.

    por ora é isso …

    ——

    seguindo “nossa brincadeira” pra voltar ao lirismo só rogando a Byron mesmo, segue ai meu complemento com um título ‘provisório” de brinde:

    “TROVAS DE MI MENOR “

    – Há de ser estupidez?
    Amortecido em colapso,
    Ócio tece, me relapso,
    Quase no fim: perco a vez. (fv)

    – De estupidez vive o homem
    (Não tem remédio efetivo).
    Talvez um só paliativo
    Nas compras que se consomem. (rf/fv)

    -Agem sem domínio os pés,
    Galgo em desafio as sendas
    Celestes. Busco oferendas,
    Só pra louvar a tua tez. (fv)

    -As solas andam por fé
    Com meus joelhos moendo.
    Não, não! Nem estou podendo:
    Caminho de marcha-ré. (rf)

    – Então dê sua vira-volta.
    As sendas, que de celeste
    Esquece, são uma peste
    Que não enrasca, só solta. (rf)

    – Jazem as sombras e, em volta,
    Reviso a mágoa que investe
    Sob um mote cafajeste:
    Disfarça o medo em revolta. (fv)

    – Adoça a ferida o pus,
    Servido em micro porções,
    Supera o vinho e as canções,
    Rogadas ao diabo e a cruz. (fv)

    – Rasga nas mãos de Jesus!
    As feridas sem razões
    Não passam de uns arranhões,
    Servidas com um cuscuz. (rf)

    – Mas para que o problema?
    Se algo mora em seu peito,
    A fim de gostar do jeito,
    Então solte minha algema. (rf)

    (que se solta a minha algema…????)

    *Já confrontam se num dilema
    Emissões de causa-efeito
    Eu sôo verbo amaro no leito
    Imaginário dum poema (fv)
    heresia nessa as 8 sílabas)

    As lágrimas byronianas
    Rogo por um eu menor
    Sendo válido o penhor
    Ressurjo em taças cranianas(fv)

    ( ak mais um bônus
    http://www.luso-poemas.net/modules/news03/article.php?storyid=896

    Agora fica por sua conta fazer só uma trova já como saideira ou duas e assim seguir, nas duas hipoteses manda pra mim depois suas impressões dessa experiência de compor em dupla.

    inté

  2. Rafael Coelhoo'Clock Says:

    ENTRETANTO:

    “Cor que muda ou Que imagina” é um desejo, um querer manhoso.

    Os dedos é aquilo que restou: os dedos que furtam, roubam esses desejos de outra/de outros.

    E o pensamento fica meio pifado/ bufão (não cartesiano): terminando como começou: um disco riscado pulando uma mesma faixa de pensamento: uma idéia fixa.

    Será que ela/ esses outros realizaram os desejos? Bem, aí é outro poema.

  3. Fabio R. Says:

    Alguém dos bons já bradou: ” a poesia e o exercício do inconsciente” ( mas pode ser que eu sonhei isso)

    mas sabe a impressão de “será que ela/ esses outros realizaram os desejos?” uma simples reticências resolveria, e ainda assim passaria a impressão de que as forças foram sendo drenadas ao logo da ação a ponto de deixar o mistério sobrevivió.

    Já a idéia da compulsão fica subentendida no próprio significado de cleptomania mesmo.Acho que o texto poderia explora mais o residual “un coup de dés jamais n’abolira le hazard.

    Só que agora concordo plenamente que ai seria outro poema.

    Minha opinião é confusa,( confundo talvez confúcio) veio do inconsciente(inconscistente)


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