Estocolmo

Foi como um dia a história. História do meu. E recordaram que esta é meu: Lá nas areias que se deu, seus olhos de queimadura no meu, e ela e você, captor, e  infindas, são as palmeiras de rádio em entrevista.

Deserto, deserto nos olhos que não são meus, acha um corpo que poderia talvez e eu e só, consegui, sobrevivi,  garrido, suspeito em Estocolmo.

Melhora o meu e recordaram que esta é minha. Onde inda longe, bem longe é meu. Adeus lá fora, adeus o seu ou nenhuma, acredito que só…  foi a última vez que eu  e as algemas,  nos davam  a sede…  Foi a última vez, já ouvi falar que chuva molha, a que lisos passos, dos filhos que são seu.

Onde inda longe, bem longe é meu. O seu olhar se esqueceu. Dor e eu. Não eram amarradas, só assalto, sem ar, sem dor, eu e oi.  Reza a última vez.  Ela sobre a areia, eu sobre o seu, é a última, eu de vez eu; abandono extenso. Depois é a última, depois é como meu desejo que tanto, que nem teve um nome, espancada toda, sem ter um pranto,

Eu acredito em você e neste seu olhar na história. Eu poderia cortar o seu olhar que nasceu. As mil razões. . . e olha. O seu olhar vive em campo que chora. Ela tinha anos? Ela toda tinha inutilmente estes olhos nos véus …

O seu olhar se escondeu; no seu, a terra esposa sobreviveu.  Sua maneira de deixar o olhar no seu olhar é como os filhos do padrasto, que, com ele, ela concedeu.  Você come a vez que se esquece, sua única vítima, com quem teve jovem na areia, sem nome e só eu, toda inutilmente seu olhar agora.

Agora o oceano virou pó, uma menina muito, que teve um acho de ousada que com tamanhos, me esqueço você que . Como o tigre cambaleado vem, trazendo com ela o grito, tal síndrome dos escravos. Sem luz, afetiva como a folha sequestrada pelos guerreiros que também foram. Que aberto! Que tribos! Que dias!

Depois de anos afirmou o praticado, ninguém recordou ninguém, lágrimas e fel e pranto.  É o deserto onde as emissoras dos homens nus são estrelas daquele seu olhar de espera. A fome, o cansaço, você no meu em brasa morta e me devora ! Ontem simples ou  forte, “é a última!” me dizia.

Se erguia e vago um corpo. Depois no horizonte esquecia você e desejo, esquecia que seu olhar no céu não era o meu.  Como toda caravana, quando a roer, a me abandonar em você.

Uma cisma na noite e adeus  amor,  adeus!, duas vezes me disse, mas o chacal só adormecia sob a luz.  Onde poderia e olha a mosca, o seu olhar em queda , e ela grita esperança, se queima como ainda em cativeiro, porque o homem que a disse adeus,  porque ela queria ter tentado fugir, vítima de um mesmo golpe que sofreu.

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4 Comentários em “Estocolmo”

  1. nydia Says:

    mecanismo de defesa, estratégia de sobrevivência, medo? da mente humana (ou da alma?), quem sabe. gostei muito rafa.

    obs: sobraram as nuvens. e você acha pouco?
    das nuvens vem a chuva, que faz brotar sementes, faz enxurrada, corre pro rio, que deságua no mar… até evaporar e virar nuvem outra vez. cíclico. he he bjinho.

  2. joao~grando Says:

    Me gustam as estrofes implícitas (mas além das rimas, pelo fluxo do pensamento mesmo).

  3. Fabio R. Says:

    Então era lá que vc estava exilado todo esse tempo?Pensei que era na “terra da Estatística e do cálculo diferencial”.

    Agora sobre o texto tem muito de uma tal técnica “beatnik”( ou pré-betnik)o tal do “cut-up”:

    “o diálogo não é o limiar da ação, mas a própria a ação. Tampouco é um meio de revelação, de descobrimento do caráter como que já acabado do
    homem. Não, aqui o homem não apenas se revela exteriormente como se torna, pela primeira vez, aquilo que é, repetimos, não só para os outros mas
    também para si mesmo. Ser significa comunicar-se pelo diálogo. Quando termina o diálogo, tudo termina. Daí o diálogo, em essência não pode nem deve terminar.”(Bakhtin,1981)

    ou

    “um diálogo polifônico de imagens e idéias fragmentadas”

    (Fonte dessas koisa ai:Benfatti.F.A.R -A TÉCNICA INTERTEXTUAL DO CUT-UP EM
    NAKED LUNCH DE WILLIAM BURROUGHS-Encontro Regional da ABRALIC 2007-USP –São Paulo, Brasil)

    é por ai mesmo?

    ou eu estou parecendo
    “um musgo de pernas cruzadas num embate Kantiano com a aurora evolutiva”?

    Agora sobre o lance “crase ou acento” invertido” do Èpico… ou é satanismo, do mesmo
    jeito que o Black Sabbath fazia com as cruzes invertidas, ou é “pico” nas idéias mmo, um Caps Lóki à lá Arnaldo Batista.

    Vou nesse momento pra rua “mordiscar as maçãs ainda não maduras da noite”,

    abço e bom feriadão

  4. Fênix Says:

    Oh, babe, adorei…

    Tô tão sem inspiração que tenho dó de mim.

    Saudades.

    Beijooooooooooooo


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