Três Tigres Tristes
[A morte do Tigre de Pele]
Nunca vi um tigre, a não ser no zoológico,
E a pele triste e as listras do tigre destro,
Pela fresta, trisca destruído e trinca!,
sobrando, apenas, três trigos tristes.
[O nascimento do Tigre de Ferro]
O acontecimento
Grunhiu, daquela vez, no grande circo, o honorável Tigre de Ferro,
E o respeitável público pipocava o sujeito com chicote chinfrim que nas grades estalava.
Não sabe nem a cor dos meus olhos, porque sou de ferro, não de aço, nem de pele, sou de ferro.
O tigre insaciável, que se fingiu de domado, que se fingiu de peixe do homem,
Pra cima do sujeito com chicote chinfrim, foi matar a sua fome!
O Cavaleiro do camarote:
É o preço que se paga!
O Cavaleiro da arquibancada:
Quero meu ingresso de volta!
O Cavaleiro da Ecologia:
Prendam esse homem!
O Cavaleiro da Economia:
Por três patacas e sem juros!
[O Tigre de Barro espreita]
O mesmo sol que cintila sua pele ferrugem
é o sol que faz chuva, que te enferruja,
[A Morte do Tigre de Ferro]
E, na água que desce o lodo do entorno,
adormece o tigre que de ferro foi adorno.
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julho 30, 2010 às 12:20 am
Adorei teu blogger.
agosto 3, 2010 às 10:57 pm
Borges ficaria orgulhoso. Há tempos que aqui não passava, vou voltar a visitar caro coelho, prometo. Visite-nos tb, abraço pantanoso
agosto 11, 2010 às 7:04 pm
me encucou seu comentário, acho que não entendi.
explique melhor,
copiei alguem sem querer? plágio?
agosto 12, 2010 às 1:47 pm
ah sim…agora sim entendi, concordo contigo – neste poema grassa uma forma de onisciência transcendental walt withman meets bukowski, sinto mesmo como se tudo fosse parte de um todo maior que as partes, o que de certa forma é um dogma para mim
outubro 24, 2011 às 11:52 am
Genial!
Beijo, rapaz