O super-moleque
O moleque já é quase biônico,
Feito uma máquina comia rápido,
Sempre super pra fazer o de hábito.
Todo dia um pouco mais de tônico.
Rodas? jogos? esconde? pega?
Ele está é ligado ao seu mundo
Sua mãe reclama por um segundo:
“Doce de estranhos ele nunca nega”.
Edições amontoadas de revistas,
Jogos cromados de herói maniqueísta,
Fast-food sem um nutricionista.
Mas o moleque não era um bobo,
Pois tinha amigos por todo o globo.
Triste é que não saía do seu ovo.
Tags: internet, Vida de menino
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Fevereiro 16, 2009 at 6:45 pm
Cada vez, que venho aqui, não tenho como ficar triste. É o poder da amizade… e das palavras. Abração!
Fevereiro 17, 2009 at 11:24 pm
Bom mesmo…
Fevereiro 19, 2009 at 3:33 am
Moleques… Um dia saem da casca. Ou não?
)
O que será desta geração de meninos internautas compulsivos? O que será de nós, que andamos todos compulsivos…
beijo
Nydia
Fevereiro 20, 2009 at 8:04 pm
Curti muito este poema dos meninos internéticos de hoje!
“Doce de estranhos ele nunca nega” – gostei disso. Abração, bom carnaval
Março 14, 2009 at 5:53 am
Videogames, revistinhas escondidas debaixo do colchão,
lanchonete do pato Donald’s, este soneto é cara do “sonho americano”(mas serve o sonho de gov.valadares tbm)
Bem como esse mulek tbm tenho amigos por todo o globo só que a maioria deles já está morta, mas é pra falar de dois ainda vivos que comecei esse rodeio todo achei numa antologia dos EUA,sobre poesia coreana contemporânea:
Kyuwon (1941-)
Essa é minha vida
um homem e uma mulher(eles tem
rostos coreanos)estão
caminhando no deserto
Um homem e uma mulher( o homem
usa um chapéu de vaqueiro
e está olhando fixamente em frente- um homem
sem dúvida; e a mulher em uma pose sensual
olhando fixamente para a câmera-
uma mulher realmente) estão caminhando no deserto
As únicas palavras escritas são estas
vindas de um anúncio do Dongil Renown:
“ESTÁ É MINHA VIDA—vida humilde”
( é humilde!)
Vida humilde, oh , a imensidão
dos simbolos do deserto!
No deserto, não existe uma única pedra aremessada
em direção a testa da vida—
*****
Chang Chong-il’s (1962- )
Meditando sobre Hamburgueres(trecho)
-um poema composto tal como uma caminho que pode ser usado como uma receita de família
Há muito tempo eu costumava meditar sobre ouro ou sonhos,
coisas muito duras ou transparentes.
Mas agora irei meditar sobre coisas porosas também.
o que irei demonstrar hoje é uma meditação feita sobre hamburgueres;
uma meditação que qualquer um pode fazer facilmente sem muitos ingredientes,
mas uma cheia de sabor e nutritiva, no entanto.
… Quão saúdavel tem sido essa meditação!
no fim de um periodo de complicadas meditações, cheia de direcionamentos e especificações,
no estilo com o qual o petisco Americano vem sendo produzido, tostado e nutritivo.