Crônica de política nacional (no.1)
A crônica foi nascida em jornal e, por isso mesmo, pressupõe certa regularidade. Diária ou semanária. Mensal seria também regular. Entretanto, não custa tanto aqui, nesta crônica, a periodicidade. Por isso, não prossigo a discussão a ponto de tratar da anualidade.
De muitas matérias tratam as crônicas: da vida, do amor, da economia, do tempo de criança, do passeio de ônibus. Talvez não de muitas, mas de tudas. Ela ser periódica abrange, em si mesmo, a necessidade de se tratar de tudo. Como não tratarei de tudo em minhas crônicas, aviso ao leitor amigo, grande apreciador do gênero, que não as verá, com tanta frequência, por aqui. Com tanta frequência, assim, como o seu gênero pressuporia. A razão é simples e trato dela a partir do parágrafo seguinte.
A regularidade, diária ou semanal, como disse anteriormente, faz com que as crônicas se envolvam com completamente tudo. Não é o caso das crônicas que os leitores poderão ler neste blog. Elas limitar-se-ão a tratar da política nacional.
O mais perspicaz dos leitores já deu o salto. Tratar da política nacional é uma matéria que não impõe ao cronista a necessidade de sempre se atualizar, de começo, e de ter que escrever sobre novos acontecimentos, por fim. A política nacional é uma matéria em marasmo.
A política nacional é a figura diametralmente oposta da bandeira nacional. A bandeira voa em flâmulas de acordo com ar, a política nacional permanece estática, faça chuva, faça sol.
Disto isso, noticio que o ilustríssimo imortal da Academia de Letras, Senador eleito já pelo Estado Maranhão e, atualmente, pelo Estado do Amapá, José Sarney e o jurista, de vasta doutrina acadêmica, Michel Temer tomaram posse de presidente de suas respectivas Casas do Congresso Nacional: o Senado Federal e a Câmara de Deputados Federais. No mais, nenhuma desnovidade.
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Tags: câmara de deputados, crônica, eleição da presidência, senado federal
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Fevereiro 6, 2009 at 1:13 pm
É tipo a bandeira dos Estados Unidos na lua, parada, parada (embora por outros motivos). Ou como as camisas engomadas do Chaves. Eis nossa política.
Este texto vai para a parte compartilhada do meu Google Reader.
Fevereiro 11, 2009 at 12:02 am
Dizer o quê? Não vale a pena!!! Abraço!
Fevereiro 16, 2009 at 3:54 pm
Boa imagem .^^., como lhe é característico.