Rafael Coelho & Rafael Coelho
Encontrei aqui no wordpress um outro Rafael Coelho, também pueta. Na verdade, fui encontrado.
Pois é: dois rafaéis coelhos.
Olha, fiquem surpresos, mas já é a segunda vez que isso me acontece.
Desde a primeira vez que isso aconteceu, comecei a fuçar na net, em lista telefônica, em lista de vestibulares, e notei que “rafael coelho” é o futuro “joão silva” de hoje. O nome e o sobrenome juntos são candidatos ao anonimato. “Rafael Coelho” pode tornar-se sinônimo de mais um ou qualquer um um. De vez de um “Zé Ninguém”, qualquer um seria um “Rafael Coelho Qualquer”. O Beltrano do futuro!
Que coisa né? De repente, um bando de mãe com o mesmo sobrenome começa a querer dar o mesmo nome aos filhos.
Mas o legal é que esse segundo Rafael Coelho que eu conheci é pueta também. Ou será quarto Rafael Coelho? Afinal, acredito que posso me contar entre os rafaéis coelhos que conheço…
Enfim, o soneto abaixo é sobre o fato, feito à quatro mãos: O primeiro quarteto e o primeiro terceto é do Rafael Coelho, o outro, o segundo quarteto e o segundo terceto é do Rafael Coelho, eu.
NOMES:
Da magreza e da estranheza dos sons das letras,
pela magnitude e a displiscência da coincidência,
pela relativização do acaso e do possível do ato
em uma rede de mutações constantes e encontros.
Se as coincidências coercetivas do invento
são convenção da mão da mãe e do paizão,
o acaso faz cacos em cacoetes conclusivos
de aparentes aparências, letradas em latas.
Fenômeno de três lados dobrados,
pedaços de mico-leão-dourado:
sede de camuflar o inventado.
e encaixotados os fatos numa bagagem,
começa aqui uma grande viagem:
não vale pedir pra sair ou outra bobagem.
Tags: Família Coelho, rafaéis, rafael, rafael coelho
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